Opa! Hoje num post curtinho vou expor o teorema de separação de Mañé (sim, eu sei do Hayashi, mas o post é por esporte).
Teorema. Seja um difeomorfismo em
.
é Axioma A se, e só se, para
Onde, como sempre denota os pontos períodicos com índice
e
é o conjunto de difeomorfismos que não admitem pontos não-hiperbólicos numa vizinhança.
Prova. Primeiramente, estar em implica dominação nos pontos periódicos, força uniforme no período e expansão (contração) não-uniforme assintótica nos pontos periódicos.
Também implica (ok, depois escrevo sobre isto).
Por Pliss, sabemos que temos finitos poços e fontes. O que resolve o caso e
. Fixe
então. Chame
.
Existe uma vizinhança de
que o separa dos outros
. Se
é próximo a
e coincide fora de
então os outros
continuam o mesmo. De fato, senão apareceria algum ponto periódico
para
com período
em algum
que não está em
.
Agora, a função definida como o número de pontos periódicos de período
e com índice
para
é contínua (pois estamos em
, e podemos tomar uma vizinhança pequena de
). Em particular, é constante. Isto contradiz o paragráfo anterior.
Com a dominação, basta provar que em todo ponto.
Se isto não acontece, temos um ponto e
tal que
Daí para a medida orbital gerada por $x$ (que é invariante!!!) e a função
temos que
Mas tomando a média por iterados de
, obtemos uma medida
invariante e metendo Birkhoff na função
temos que
De fato, podemos integrar sobre intersectado com um conjunto de probabilidade total (por exemplo o do ergodic closing lemma).
Daí tem que ter um ponto genérico onde o integrando é não-negativo.
Ou seja se é menor que 1 mas próximo, temos que
Daí sai que não pode ser periódico pois a força dos periódicos é uniforme. Mesmo que não seja, você aproxima a órbita de $p$ por uma periódica por muito tempo e sombreando, via o Ergodic closing lemma. Pelo lema de Franks, a estimativa piora um pouco mas passa pra órbita periódica. E de novo dá contradição com a força forte.